Infecção Respiratória Aguda em Lactente: Primeiro Episódio de Sibilância, Bactéria e Vírus Respiratórios e Complicações Associadas - Tese de Doutorado 2017

Português, Brasil

TÍTULO: Primeiro episódio de sibilância, bactérias e vírus respiratórios e complicações associadas em lactente com infecção respiratória aguda

A infecção respiratória aguda (IRA) é a doença mais comum entre crianças pequenas; como tal, é uma fonte de morbidade significativa. Sibilância em lactentes, na vigência de infecção respiratória aguda (IRA), está frequentemente associada à infecção respiratória viral. Objetivos: Avaliar a associação entre fatores ambientais, bactérias e vírus respiratórios detectados em aspirado nasofaríngeo (NPA), primeiro episódio de sibilância detectado no exame físico e as complicações associadas em crianças de 6 e 23 meses com IRA. Métodos: Estudo corte transversal prospectivo seguido de uma coorte, realizado em emergência pediátrica. Crianças com idade entre 6-23 meses com IRA foram avaliadas entre Setembro/2009 e Outubro/2013. Os critérios de exclusão foram ter sido transferido de outro hospital ou relatar episódio anterior de sibilância. Foram coletados dados demográficos e clínicos juntamente com o aspirado nasofaríngeo (NPA). Todas as crianças elegíveis foram contatadas para reavaliação no 14º dia após a avaliação inicial; complicação foi definida como hospitalização, pneumonia ou otite média aguda (OMA). Resultados: Foram avaliadas um total de 1154 crianças; das 576 que preenchiam critérios de inclusão, 16 (2,8%) não coletaram NPA e 1(0,2%) teve quantidade insuficiente de NPA. Foram então inscritas 559 crianças, e destas 92 (16,5%) apresentaram sibilância, 120 (21,5%) e 88 (15,7%) relataram cães e pássaro em casa, respectivamente. Rinovírus (48,1%) e vírus parainfluenza 1 (32,0%) foram os vírus mais frequentemente encontrados. Staphylococcus aureus (98,0%) e Haemophilus influenzae (97,1%) foram as bactérias mais comuns. Por regressão logística multivariada, Haemophilus influenzae (AdjOR=0,319; IC 95%: 0,110-0,927), cão (AdjOR=0,476; IC 95%: 0,246-0,920) e pássaro (AdjOR=1,828; IC 95%: 1,021-3,272) em casa foram independentemente associados com sibilância. Pássaro em casa (OR [IC 95%]: 5,80 [1,73-19,38]) e roncos (OR [IC 95%]: 6,39[1,96-20,85]) foram associados com OMA e PCV10 foi inversamente associada (OR [IC 95%]: 0,16 [0,05-0,52]) Conclusão: Haemophilus influenzae em NPA e cão em casa protegem de forma independente contra o primeiro episódio de sibilância em crianças com IRA, enquanto pássaro em casa é um fator de risco para tal. A PCV10 foi associada com menor probabilidade de OMA, enquanto pássaro em casa e roncos são fatores de risco.

 

Palavras-chave: 
infecção respiratória aguda; sibilância; vírus respiratório; fator de risco; Vacina Pneumocócica Conjugada; lactente.
Banca examinadora: 
Prof. Dr. Eduardo Martins Netto, Doutor em Medicina e Saúde/UFBA – UFBA (Presidente); Profa. Dra. Regina Terse Trindade Ramos, Doutora em Medicina e Saúde Humana/EBMSP – UFBA; Profa. Dra. Nanci Ferreira da Silva, Doutora em Ciências da Saúde/UFBA – EBMSP; Prof. Dr. Ricardo Queiroz Gurgel, Doutor em Saúde da Criança e do Adolescente/USP – UFS; Prof. Dr. Luiz Vicente Ribeiro Ferreira da Silva Filho, Doutor em Medicina (Pediatria)/USP – USP
Ano de publicação: 
2017