O Papel dos Eosinófilos na Inflamação e Gravidade da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) - Tese de Doutorado 2020

Português, Brasil
 
Objetivo: Determinar a relação entre a frequência de eosinófilos no escarro induzido e na citologia nasal e a correlação entre este biomarcador e gravidade da DPOC. Métodos: Estudo de corte transversal realizado em 73 pacientes, portadores de DPOC (de acordo com a Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease GOLD, 2012). Um grupo de 16 indivíduos saudáveis sem DPOC, com função pulmonar normal (VEF1 pós BD ≥ 80% do predito ) foi utilizado como grupo controle. Os pacientes responderam a um questionário clínico, realizaram exames físicos e foram submetidos à prova de função pulmonar (espirometria), com ênfase nos parâmetros funcionais do volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1), capacidade vital forçada (CVF) e da relação (VEF1 / CVF) <70% de acordo com GOLD, 2012. A análise da celularidade do escarro induzido (EI) foi realizada após citocentrifugação do material e o PRICK - TEST para alérgenos foi realizado em todos os pacientes. Os níveis da dosagem das concetrações da quimmiocina eotaxina foram determinados por método de ELISA. Resultados: Os pacientes foram classificados em dois grupos com base no PRINK-TEST positivo e presença da eosinófilos no escarro. Em 35 pacientes o PRICK-TEST foi positivo com presença de rinite alérgica. Contudo, os outros pacientes da amostra com PRICK-TEST negativo e ausencia de eosinofilos foram classificados como DPOC. O teste de função pulmonar foram os seguintes: todos os pacientes na amostra estavam com a relação (VEF1 / CVF) ≤ 70% do previsto de acordo com as diretrizes do GOLD, 2014 (Tabela 2). O VEF1 pré / pós broncodilatador no grupo ACO os valores dos parâmetros espirométricos estavam mais baixos quando
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comparado como grupo DPOC (p<0.04) (Tabela 2). A frequência de visitas a serviços de emergência no último ano, exacerbações no último ano tambérm estavam maiores no grupo ACO quando comparados com o outro grupo DPOC (Tabela 3). Ademais, a frequencia de eosinófilos no escarro e CNQS de pacientes do grupo ACO estavam altas (p<0.05). As concentrações séricas das citocinas TNF e IL-5 foram maiores em pacientes do grupo ACO quando comparado com o grupo DPOC (p0.33). As concentarções da eotaxina foram maiores no grupo ACO qumdo comparados com os controles saudáveis (p <0.001) Conclusões: O componente inflamatório eosinofilico é um biomarcador de gravidade do aumento do processo exacerbativo em pacientes com ACO .
Docente Orientador: 
Palavras-chave: 
DPOC, Inflamação, eosinófilos, exacerbação, gravidade
Banca examinadora: 
Edgar Marcelino Carvalho (Presidente/orientador) Maria de Lourdes Santana Bastos Rogério Lopes Rufino Alves Régis de Albuquerque Campos Luciana Santos Cardoso Margarida Célia Lima Costa Neves (Suplente)
Ano de publicação: 
2020